quinta-feira, 26 de março de 2015

da janela #5:

. o vento

Corre o vento
lento pra mostrar
que come o tempo sem pressa
as ambições que o homem

engole sem mastigar

quarta-feira, 25 de março de 2015

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O espelho da
transpiração do seu olhar

reflete a vida irremediável
que faz parar respiro,
feito avesso de vida,
para voltar mais vida

seu olhar,
gota d'água sem fundo,
fura o caminho encontrado
por dentro da pedra

rota de fuga
para rotinas
perdidas
no meio do caminho,

viajantes olhos,
olhos, de outras paisagens

vigilantes doutores
de mal contados
amores

generosos operários
de mal pagos
salários

olhos, destemidos
num silencio
de caducar a morte
incluso dos mortos

levemente risonhos
porque viram bastante
para acumular
sabedoria de recriança

seu olhar,
terremoto cardíaco,
já visitou os quatro pontos cardeais
e, do Nordeste,
aponta mineira verdade
se o mundo
coubesse nos olhos seus,
penso, em aéreos planos,
que a família Neves, de política,
não passaria do Tancredo.

14/10/14

terça-feira, 3 de março de 2015

quando me levo por fotografias da minha cabeça, a saudade é a presença mais nobre