terça-feira, 7 de janeiro de 2014

tudo, tudo, tudo


O coração se desenhou à flor da pele, trocando descargas elétricas no passeio dos dedos.
Com calma o bastante, devagar para não perder uma curva que te faça, uma linha que te desvie, atravesso. Convergindo por seus pontos, suas pintas: estrelas avessas. Vivas, tanto. E eu deitado namorando esse céu de fogo à meia-luz.
Profissão: Burilador de sorrisos, em alma. Dos seus na minha, e viceversa.

Avizinhados agora, em infusão de liberdade e desassossego. Eu água, tu fogo. Aqui ferve. Não incomoda o calor. Curto o jogo. Eu digo: nao se pode atrapar o mar, nao se domina o fogo. Há que quererlos livres.
E digo: mundo é pra correr.
Que mudemos no mundo, que mexamos com ele. Que corramos por aí enchendo os olhos d’água e podendo voltar, que quero mergulhar nos seus, menina.
Por fim, indiazinha, que o nosso apetite sem fim nao seja saciado, e que nem fique insatisfeito.
Essas coisas da vida: eterna busca.
Abençoado seja esse encontro, que até a sua saudade é boa.