Que o sol se pondo esquece alguns raios por entre as nuvens e o resultado é uma cor de ouro que deixa o próprio ouro com uma cor sem graça, e um valor esquecido.
Matheus
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
!
Era uma bela madrugada de verão quando acordei, meu travesseiro encharcado apoiando a cabeça. Mesmo com a luz apagada, podia notar: parte do meu cérebro havia derretido e escorrido por meu ouvido direito, molhando todo o travesseiro dormido sobre a cama. Na hora não senti muita falta. Pendurei o travesseiro no varal e espalhei eucaliptos pelo chão para aproveitar a sauna. A noite seguiu seu rumo natural.
Hoje, passado cerca de 1 mês, suspeito que a parte liquificada dos meus pensamentos correspondia à literária, de forma que doravante acredito ter a inteligencia de um travesseiro (digo um travesseiro ordinário e não o meu, beneficiado) para transcrever esses lirismos que pintam devaneios adentro.
Por precaução, passei a senha do blog para o mesmo e espero que ele faça bom proveito.
Att,
Matheus Marins
Hoje, passado cerca de 1 mês, suspeito que a parte liquificada dos meus pensamentos correspondia à literária, de forma que doravante acredito ter a inteligencia de um travesseiro (digo um travesseiro ordinário e não o meu, beneficiado) para transcrever esses lirismos que pintam devaneios adentro.
Por precaução, passei a senha do blog para o mesmo e espero que ele faça bom proveito.
Att,
Matheus Marins
domingo, 30 de janeiro de 2011
E quando eu lhe telefonei, desliguei foi engano
O seu nome não sei
Esquecí no piano as bobagens de amor
Que eu iria dizer, não... Lígia, Lígia
Eu nunca quis tê-la ao meu lado
Num fim de semana
Um chopp gelado em Copacabana
Andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei
Não passou de ilusão, o seu nome rasguei
Fiz um samba canção das mentiras de amor
Que aprendí com você É... Lígia, Lígia
Você se aproxima de mim
Com esses modos estranhos e eu digo que sim
Mas teus olhos castanhos
Me metem mais medo que um dia de sol
É... Lígia, Lígia
E quando você me envolver
Nos seus braços serenos eu vou me render
Mas seus olhos morenos
Me metem mais medo que um raio de sol
É... Lígia Lígia
O seu nome não sei
Esquecí no piano as bobagens de amor
Que eu iria dizer, não... Lígia, Lígia
Eu nunca quis tê-la ao meu lado
Num fim de semana
Um chopp gelado em Copacabana
Andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei
Não passou de ilusão, o seu nome rasguei
Fiz um samba canção das mentiras de amor
Que aprendí com você É... Lígia, Lígia
Você se aproxima de mim
Com esses modos estranhos e eu digo que sim
Mas teus olhos castanhos
Me metem mais medo que um dia de sol
É... Lígia, Lígia
E quando você me envolver
Nos seus braços serenos eu vou me render
Mas seus olhos morenos
Me metem mais medo que um raio de sol
É... Lígia Lígia
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua felicidade.
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sabe tudo
O homem que diz "dou"
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer...
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz "vou"
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz "sou"
Não é!
Porque quem é mesmo "é"
Não sou!
O homem que diz "tou"
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer...
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
“Posso não saber nada do coração das gentes, mas tenho a impressão, de que, de tudo, o pior é quando entra a segunda parte da letra de “Atrás da porta”, ali no quando “dei pra maldizer o nosso lar pra sujar teu nome, te humilhar”. Chico Buarque é ótimo pra essas coisas. Billie Holiday é ótimo pra essas coisas. E Drummond quando ensina que “o amor, caro colega, esse não consola nunca de núncaras”. Aí você saca que toda música, toda letra, todo poema, todo filme, toda peça, todo papo, todo romance, tudo e todos o tempo todo, antes, agora e depois, falam disso. Que o que você sente é único & indivisível e é exatamente igual à dor coletiva, da Rocinha a Biarritz. O coro de anjos de Antunes Filho levanta no ar, em triunfo, os corpos mortos de Romeu e Julieta enquanto os Beatles pedem um Litlle help from my friends, e a platéia ainda aplaude e pede bis (o Gonzaguinha também é ótimo pra essas coisas). Meus amigos, abandonados para que eu pudesse mergulhar, voltaram a mil. Tem seus prazeres o fim do amor. Se é patologia, invenção cristã-judaico-ocidental-capitalista, ou maya, ego, se é babaquice, piração, se mudou-através-dos-tempos, puro sexo, carência, medo da morte: não interessa. Tenho certeza que estive lá, naquele terreno. Ele existe.(…) O que quero dizer é justamente o que estou dizendo. Não estou com pena de mim. Ta tudo bem. Tenho tomado banho, cortado as unhas, escovado os dentes, bebido leite. Meu coração continua batendo - taquicárdico, como sempre. Dá licença, Bob Dylan: it’s all right man, I’m just bleeding. Ta limpo. Sem ironias. Sem engano. Amanhã, depois, acontece de novo, não fecho nada, não fechamos nada, continuamos vivos e atrás da felicidade, a próxima vez vai ser ainda quem sabe mais celestial que desta, mais infernal também, pode ser, deixa pintar. Se tiver aprendido lições (amor é pedagógico?), até aproveito e não faço tanta besteira. Mas acho que amor não é cursinho pré-vestibular. Ninguém encontra seu nome no listão dos aprovados. A gente só fica assim. Parado olhando a medida do Bonfim no pulso esquerdo, lado do coração e pensando, pois é, vejam só, não me valeu."
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Brincadeiras
Aos dos outros não, mas seus erros eu perdôo. E brinco te chamando da pessoa mais humana que conheço. Brinco com o que sinto me calando o coração para soltar outro riso bobo de quem não quer briga. Nem saber muito, para evitar dor demais. É assim: você vive tropeçando, mas eu é que caio e me arrebento.
Hoje você vem, sei de cor porque conto os dias. É o sábado da minha semana, mesmo sendo só terça-feira. Você liga avisando, pega o ônibus pelas duas, vai chegar por volta das três e eu ansiosa. Mamãe vai preparar algum bolo pra gente comer, mas só te espero chegar pra descer e ficarmos a sós no portão olhando o mundo que passa, rindo, beijando, beijando muito. Guardo todos os meus pra você, porque minha boca só se completa na sua.
Din-don. Parece que você aperta meu coração junto com aquele botão. Desço, sempre nervosa. Giro a chave e meu estômago já todo virado. Ninguém. Alarme falso? Alguma criança, aposto que foi o Serginho, escondido ali. O susto é tão grande que perco as forças nos seus braços quando te vejo no esconderijo da criança. Você é assim, brincalhão. Brinca até com o que não se deve. Mas me faz feliz.
- Saudade.
- Simm! Muita saudade!
Minhas mãos molhando as suas enquanto conto minhas histórias, você sempre calado. Às vezes penso que não presta atenção. É muito romântico também. Diz as coisas mais lindas e engraçadas. Quando são umas cinco a gente entra e fica atrás do portão sem subir a escada, agora escondidos do mundo.
Nem me dei conta e você colocou a minha mão lá. Agora engasgo de tanto que bate o peito. Bate e você massageia. Ergue-me pelas coxas e fico apoiada entre a parede e o seu corpo tão jovem quanto o meu. A única coisa que você me pede quando liga avisando que vem é que eu vista uma saia. Faço que não entendi mas adoro o pedido. Fico louca que para desfilar todas as minhas fantasias no seu bloco, mas agora estou tão nervosa... A minha primeira vez e também a sua. Vamos chegar lá.
- Natália!
Se eu não cuspi meu coração agora, jamais cuspirei. Quando você já estava quase me penetrando toda apertada-molhada-epa!-, meu pai chama.
Você fica puto, entro em desespero. Será que ele viu? Vai lá. Os dois tensos. Subo, desço, ele no banho queria saber como eu havia acabado com o xampu. Derramou.Que nem a nossa cara.
Você me diz que é hora de voltar, ainda não passam das oito. Liga quando chegar?
Escolhi minha música favorita como toque pra quando você chamar: “Lanterna dos afogados”. Espero acordada pelas notas que não saem do telefone -nem da cabeça- à noite.
Matheus, 07/12/10
Hoje você vem, sei de cor porque conto os dias. É o sábado da minha semana, mesmo sendo só terça-feira. Você liga avisando, pega o ônibus pelas duas, vai chegar por volta das três e eu ansiosa. Mamãe vai preparar algum bolo pra gente comer, mas só te espero chegar pra descer e ficarmos a sós no portão olhando o mundo que passa, rindo, beijando, beijando muito. Guardo todos os meus pra você, porque minha boca só se completa na sua.
Din-don. Parece que você aperta meu coração junto com aquele botão. Desço, sempre nervosa. Giro a chave e meu estômago já todo virado. Ninguém. Alarme falso? Alguma criança, aposto que foi o Serginho, escondido ali. O susto é tão grande que perco as forças nos seus braços quando te vejo no esconderijo da criança. Você é assim, brincalhão. Brinca até com o que não se deve. Mas me faz feliz.
- Saudade.
- Simm! Muita saudade!
Minhas mãos molhando as suas enquanto conto minhas histórias, você sempre calado. Às vezes penso que não presta atenção. É muito romântico também. Diz as coisas mais lindas e engraçadas. Quando são umas cinco a gente entra e fica atrás do portão sem subir a escada, agora escondidos do mundo.
Nem me dei conta e você colocou a minha mão lá. Agora engasgo de tanto que bate o peito. Bate e você massageia. Ergue-me pelas coxas e fico apoiada entre a parede e o seu corpo tão jovem quanto o meu. A única coisa que você me pede quando liga avisando que vem é que eu vista uma saia. Faço que não entendi mas adoro o pedido. Fico louca que para desfilar todas as minhas fantasias no seu bloco, mas agora estou tão nervosa... A minha primeira vez e também a sua. Vamos chegar lá.
- Natália!
Se eu não cuspi meu coração agora, jamais cuspirei. Quando você já estava quase me penetrando toda apertada-molhada-epa!-, meu pai chama.
Você fica puto, entro em desespero. Será que ele viu? Vai lá. Os dois tensos. Subo, desço, ele no banho queria saber como eu havia acabado com o xampu. Derramou.Que nem a nossa cara.
Você me diz que é hora de voltar, ainda não passam das oito. Liga quando chegar?
Escolhi minha música favorita como toque pra quando você chamar: “Lanterna dos afogados”. Espero acordada pelas notas que não saem do telefone -nem da cabeça- à noite.
Matheus, 07/12/10
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
A hora do cansaço
As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Opus
"Posso resumir minha vida atual em uma música" que desafina nas suas cordas, ou nos seus dedos, por entre os quais meu tempo escorre dissonante. Efêmeras notas que tiro diariamente para a canção. As batidas vêm profundas, de uma bateria incontinente em ritmo indefectível, mas que acelera e descompassa no desafino - refrão. É isso. Todas as estrofes procuram seu refrão, assim como meus caminhos buscam você. Encontram, passam por, para depois voltarem, necessitados.
Nada mais meu que essas estrofes soltas. E nada tão significativo como sua parte na canção. Aquela da qual a gente logo lembra quando canta depois - "essa música não sai da cabeça" - e a quase gritamos em exaltação. Os demais pedaços são sombra, metade, coadjuvantes que só os ouvidos mais assíduos conhecem.
Se o tal resumo de vida atual acabar bem, não será numa estrofe solta, mas no refrão repetido, repetido, repetido, abaixando o volume primeiro sem perceber, depois percebemos, nos preparamos para o fim cantando. Abaixando, baixinho, até nos deixar vasculhando por uma última nota no ar. Esperando aquele verso de novo por favor, só uma vez mais. E, mesmo sem que o dueto desafinado de cordas frouxas tenha dado tão certo, ficamos cantarolando sem música no escritório, no ponto de ônibus, no chuveiro. Mas a próxima faixa quer começar a tocar.
Com muita preguiça,
Matheus Alvares - 05/11/10
terça-feira, 9 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Banho maria
O meio tempo
não vemos
Faz a folha amarelar:
no caderno com a carta não enviada
no livro deixado pro dia seguinte
faz o dente amarelado,
contaminado pelo sorriso
insentido
o meio tempo te exige atitude
exige, não: pede
melhor: sugere
apenas considera
cabe nossa sensibilidade à esse cara:
ele não insiste.
mas também não deixa impune, esvai
com o beijo não dado,
o soco não levado,
a palavra não dita,
a vida não vivida.
belo clichê.
O importante é não viver a banho maria.
Matheus, 07/11/10
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Trecho
Não quero viver ofegado por mergulhos superficiais amiúdes. Em prazeres fugazes de montanhas russas. Prefiro profundidade, chegar onde não dá pé, arriscar imergir no abismo ou me sufocar até me achar morto do que for feito esse mar aqui dentro, lá fora. Para daí, depois da última gota - a que transbordar o balde ou a que secar o oceano -, descobrir que não se morre de intensidade, mas pela falta dela.
Então respirar, porque ter sossego faz um bem...
Matheus, 04/11/10
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Viagem minha
(...)
haverá ainda os domingos
haverão?
há verão vindo aí
o que tem a ver?
uma coisa com a outra
Matheus, 30/10/10
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Partir est mourir un peu
Quando estás longe, continuas presente em mim. É uma presença que reveste as formas mais diversas: imagens incontáveis, passagens de livros, significações, coisas familiares, marcas na terra; mas o conjunto de tudo isso fica difuso pela realidade da tua ausência. É como se o teu ser se transformasse em lugar, os contornos do teu corpo em horizontes. Vivo portanto em ti como se vivesse num país. Tu existes em todo lado. Nesse país, contudo, nunca te poderei encontrar face a face.
Partir est mourir un peu. Era muito novo quando ouvi esta frase pela primeira vez e logo percebi que ela exprimia uma verdade que eu já sentia. Recordo-a agora, porque a experiência de viver em ti como num país onde é impossível encontrarmo-nos face a face parece-se com a experiência de viver com a recordação dos mortos. O que eu não sabia quando era novo é que nada elimina o passado: o passado vai crescendo gradualmente à nossa volta como placenta da morte.
No país que tu és, conheço os teus gestos, as entoações da tua voz, a forma de todas as partes do teu corpo. Fisicamente, não és menos real, mas és sem dúvida menos livre.
John Berger
sábado, 23 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Primaveril
É que a hemorragia - palavra forte essa, que teimo em usar -, meu criado, não tem hora pra acontecer. E é nisso que dá ter um coração sempre aberto: hemorragias - insisto - constantes. estrondosas, desmedidas, apocalípticas. e você nem sabe como posso ser ainda mais violento, se necessário: nunca deixo os sentimentos atrasarem; o problema todo é seu aí com essas palavras, que vivem chegando tarde.
Não me fecho porque, como você sabe, pra tanta lambada que já tomei, levar mais uma ou outra não deve fazer diferença. Além de que, e se eu estiver certo dessa vez? fechando-me, nunca saberemos. E a nossa escolha foi consensual. Fico esperando vocês se acertarem aí. Se ela ainda não quer saber de entrar, os floreios continuam tá?. Já falou do buquê de rosas oferecido? E dos poemas? Olha, o que eu digo tem chegado aí em letras que tropeçam nos dentes pra sair da boca, escorrem por entre os dedos, se embaralham chão afora... O que deu em você, pobre menino? Não sabe traduzir o próprio coração?
Por esses ataques de suor frio, as exaltações, as noites insones reincidentes... ajudaria se você não me culpasse pelas costas.
Tem outra: quem manda aqui sou eu!
Sem mais.
Eu não sabia que faziam tanto barulho, elas - as hemorragias.
"Queria ter coragem de te falar,
mas qual seria o idioma?
Congelado em meu próprio frio,
um pobre coração em chamas"
Matheus - 18/10/10
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